sábado, 11 de julho de 2009

Se eu pudesse confiar em te dizer, e que você,
além de tudo, confiasse plenamente...
Se eu pudesse acreditar que você acreditaria...
Eu te diria tanto, tanto (tanto) quanto tento lhe dizer
e que talvez, em loucuras e em desabafos depressivos,
com base em um diagnóstico incompreensível do dialético informal, casual,
de coisas intolerantes, das quais nem se pode entender (não é mesmo?)...
e que com isso tudo se tornaria tão normal,... mais simples?
hehe.. sabemos que não...

Mas é bom!
Você pode me ouvir, me ver, só assim, ao ler...

E na verdade?...



Jonas cironzinho

Impossível... Sem explicação...

hoje eu conversei comigo mesmo...

Em frente a um espelho eu me encarei...

Realmente, coisa de louco.
Ficar se encarando em frente à um espelho...
Não é normal...

Mas eu fiz,...
O tempo? Eu nem reparei, mas foram horas...

Não, não foi só uma vez, já vem acontecendo...
Me olhar no espelho e não me reconhecer,
saber que sou eu e, ao mesmo tempo, me estranhar,...
Querer bater para ver se aquele do lado de lá possa entender,
mas todos dizem que violência gera violência e, nesse caso,
se eu o fizer sairei bem mais machucado,
enquanto, em pedaços, o outro poderá sorrir...

Por isso, eu, apenas, o olho, o decifro, o aconselho,
apesar de o querer ignorar,
não querer nem lembrar de seus olhos castanhos
que dizem tanto, que dizem coisas absurdas, apesar de verdadeiras,
e que, consequentemente, podem me favorecer,...

Coisas horríveis, e que eu me satisfaço ao cumpri-las,...

Horas que não me fazem falta,
horas que nem sinto, horas que não se cansam de passar,...
e agora tanto faz... tudo vai mesmo, não é?...
mas ele não... apesar de horas e anos, ele sempre está ali...
com um detalhe diferente,
ou, quem sabe, em uma moldura estranha...
Mas é ele...
e ele sempre vai me julgar, me condenar,
e o que farei?

O satisfazer? O condenar de volta??

Impossível dizer, impossível...



Jonas Cironzinho
 

Contador Grátis