A gente não era bem um casal, éramos mais amigos do que namorados,
mais companheiros do que simplesmente companhias.
Era como se estivéssemos sozinhos o tempo todo, as vezes nem chegávamos a sentir a presença um do outro.
Era algo natural.
Eu me sentia sozinho as vezes, mas ela estava ali.
E quando ela não estava perto podia ser que eu não me sentia sozinho.
Éramos um.
O meu sentimento não se limitava a essa coisa física, ela vivia em meus pensamentos. Ainda vive. Ainda sinto.
Hoje eu tenho um gosto enorme de ficar sozinho. Hoje eu não tenho ela mais.
E quando decido me isolar um pouco é como se tirasse um tempo pra nós dois. Eu ouço nossas músicas e vejo filmes que nos lembram até adormecer. E acordo rejuvenescido, ela é visita constante em fantasias e sonhos meus.
Eu gosto.
As vezes eu converso sozinho, com ela. Fico no escuro fingindo que está ali, que me escuta.
Ela foi o meu melhor e o meu pior da vida.
Dizem que só se conhece o bom depois que se passa pelo ruim. Foi assim comigo também.
Ela foi o meu melhor e o meu pior da vida.
Com ela foi tão melhor que agora tudo passou a ser ruim.
Todas as pessoas, agora, são sem graças, com pensamentos fúteis e cheias de defeitos.
Virou uma tortura, por assim dizer.
Mas ela ainda aparece nos meus sonhos todas as noites e eu posso senti-la.
Ela foi o meu melhor e o meu pior da vida.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
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