Esse céu começa a clarear,
e juntamente em um só repente
minhas ideias começam a se revelar
coisas que me incutem a devanear...
Talvez com os raios de sol pudessem chegar
todos as letras para esse verso eu formar.
Quem dera mesmo se ele te trouxesse até aqui...
Essa janela aberta me mostrando outros horizontes
e eu sem querer alcançar algo que me fizesse sonhar,
talvez eu queira apenas fugir destes sonhos,
as vezes neles é que me desencontro, me perco,
ou talvez ali que me elevo e me classifico...
Talvez eu misture os dois,
mas não sei como misturar sonho com realidade,
ou, quem sabe, eu saiba, não sei...
O céu nublado me tampa todas as visões que poderia vivenciar,
se eu tivesse o poder de soprá-las e afasta-las para longe daqui
eu poderia descobrir, por de trás delas, a sua imagem
e o caminho me levaria e elevaria eu até você...
Mas e se você se esconde?
Se não quer me ver?
Como vou saber?
Eu não sei me arriscar se não há nada para me fazer acreditar,
se você fizesse apenas um deslize, um erro talvez...
Jonas Cironzinho
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Eu não vejo, não sinto, não enxergo nada disso
Eu sei como é olhar aqui por essa janela
e poder dizer que não enxergo nada...
Eu não vejo, por exemplo,
esse céu infinito que me rodeia
e que posso contemplar quando quero,
até em horas nada convencionais,
e que me inspira em minhas reflexões
sobre tantas coisas que me deixam assim,
completamente confuso e despercebido...
Eu não vejo nenhuma dessas estrelas
que insistem em irradiar o seu brilho próprio,
como se estivessem ali apenas para me mostrarem
que há algo de diferente e desconhecido,
e quem sabe especial, além de tudo que se pode alcançar...
Eu não sinto esse frio que me faz arrepiar,
eu não o sinto nem por instantes,
nem mesmo quando esse sentimento de solidão, angústia
e medo se acrescentam em meus pensamentos...
Eu não vejo, não sinto, não enxergo nada disso,
exatamente nada, coisa alguma eu posso vivenciar
assim como vivencio essa distância, esse espaço vago,
essa incógnita em função de algo indeterminado
e, quem sabe, impossível...
Jonas Cironzinho
e poder dizer que não enxergo nada...
Eu não vejo, por exemplo,
esse céu infinito que me rodeia
e que posso contemplar quando quero,
até em horas nada convencionais,
e que me inspira em minhas reflexões
sobre tantas coisas que me deixam assim,
completamente confuso e despercebido...
Eu não vejo nenhuma dessas estrelas
que insistem em irradiar o seu brilho próprio,
como se estivessem ali apenas para me mostrarem
que há algo de diferente e desconhecido,
e quem sabe especial, além de tudo que se pode alcançar...
Eu não sinto esse frio que me faz arrepiar,
eu não o sinto nem por instantes,
nem mesmo quando esse sentimento de solidão, angústia
e medo se acrescentam em meus pensamentos...
Eu não vejo, não sinto, não enxergo nada disso,
exatamente nada, coisa alguma eu posso vivenciar
assim como vivencio essa distância, esse espaço vago,
essa incógnita em função de algo indeterminado
e, quem sabe, impossível...
Jonas Cironzinho
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