sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Eu não vou mudar o mundo
e nenhuma palavra minha fará sentido
quando eu não estiver mais aqui...

As incertezas geram conflitos...

A tristeza enlouquecedora, que me desaponta,
gera turbulências dentro de mim mesmo...

Nada seria dessa forma se, verdadeiramente,
não houvesse um amanhã...

E eu não mudaria nada,
venho aproveitando o bastante,
esqueci datas e vivi momentos,
guardei recordações e transformei sentimentos...

A vida passou a ter mais sentido
quando derrepente eu parei de procurar sentido por aqui...

Quando me esvaziei das sensações ruins
tantos sorrisos brotaram em meu rosto,
como se não houvesse o amanhã...

E eu realmente parei de pensar nele...


Jonas Cironzinho

o último suspiro...

assim como o último passo em direção ao acaso,
assim como quando se expele um sentimento em forma de traço
e ao atingi-lo você toma consciência de que conseguiu,
aí respira aliviado, fica menos tenso, relaxa os ombros,
tranquiliza a mente, finge que conseguiu algo grandioso
quando tudo não passa apenas de uma linha tracejada
e que não significa nada realmente...
aí então fica estampado na cara o quão idiota se fez
durante tanto tempo idealizando e fantasiando
coisas que sequer queria, deslumbrava sobre as mesmas
apenas por parecerem inatingíveis,...
como aquele brinquedo que tanto passava nos comerciais de televisão
e que parecia tão legal e que quando ganhou o mesmo
nem tinha graça ou relevancia alguma...

Tudo se perde entre os destroços de uma alma não satisfeita com o que possui...
Tudo se perde entre os vazios de um coração que não sabe amar...

Jonas Cironzinho
 

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