terça-feira, 29 de abril de 2014

As vezes faz falta dar uma enfiada de dedo na garganta e colocar um pouco do que fica preso com a gente sem ninguém saber, me preocupo se voce anda se sentindo assim tambem, quando sera que foi a ultima vez que escreveu algo? Bom, pra mim faz tanto tempo, que desacostumei e isso causa repulsas em mim, meio que me repele de qualquer pessoa do mundo, afinal não ter ninguém em quem confiar as vezes pesa um pouco, ter que escolher a dedo o que se pode desabafar com certas pessoas não é nada fácil e por isso nao tenho feito, mas com voce sempre foi diferente, não sei o porque desse prazer em te contar como me fodo nessa vida e voce aí sempre me escutando e me chamando de palhaço ou idiota pela minha maneira de disfarçar coração destroçado com piadinhas infames ou malícias extremistas que te desagradam com frequência, mas é que sua ausência deixa marcas, quando voce liga e eu te atendo nao sei bem o que vou ouvir, se é voce dizendo que vai sumir de novo, o que me causa pânico, ou se é voce dizendo que ligou só pra saber se tava tudo bem e que já vai desligar. Mas eu gosto quando liga, nem sempre posso atender mas ver que lembrou de mim me exalta e tranquiliza meu dia. Ruim é a dor de ver que não liga mais durante dias, me canso de olhar a tela do celular e imaginar uma ligação, ou quando chega aquelas mensagens da operadora informando que ligaram enquanto estava fora de area e eu torço pra ser seu número, mesmo sabendo que não vou poder retornar. Caramba, que estranho tudo isso. Ao mesmo tempo que sinto que voce é a única pessoa a quem posso expor minha bagunça de vida eu fico te poupando de tudo, acostumei a guardar tudo só pra mim, a ficar sozinho no meu canto e engolir a seco tudo o que sinto, feliz ou infeliz, grato ou ingrato, contente ou não. Mas eu guardo cada pedaço de sentimento sem expor nada, as vezes uma frase na qual me identifico e compartilho no facebook já alivia um bocado a pressão, e daí eu engulo de novo, por pura falsidade e orgulho, a ideia de que isso me conforta, de que alguém com sentimento tão aguçado leia e possa imaginar aos poucos o que uma frase totalmente desconexa com a realidade possa fazer com que alguém sinta essa paz ilusória. Me faz bem e eu nem sei o porque. Por não vivermos, não saberemos os momentos que perdemos, sem saber que as oportunidades de se ter uma vida mais unida faz falta, e todos se apegam a detalhes, até eu mesmo, convivência é o mal do século, dizem que é a depressão, mas não, a depressão é uma consequência da má convivência, de se esperar o mínimo de respeito de cada um e não se ter, sentir que não existe sentido em convivência alguma transforma esse mal. Descobri que amigos imaginários não são necessariamente invisíveis, quantos eu gosto de imaginar que são amigos, ao pé da letra, de verdade. E nunca são. Omissão e desrespeito chove muito nesse deserto. Quantas vezes me vi questionando meu próprio isolamento, sempre foi do meu feitio não gostar de exigir nada de ninguém, e acho que sempre vai ser, talvez eu confunda um pouco isso e se torne um puto de um orgulho próprio, afinal me sinto me amando tanto a ponto de me desprezar de mim mesmo, de ser egoísta por ninguém ter o mesmo respeito que eu quando se convive. É bem mais horrível do que parece quando se está aqui do outro lado, sentindo tudo por si mesmo. E deixa acontecer, afinal eu sempre esperei por isso, fingindo pra mim mesmo que o tempo não vai passar, que as pessoas nunca vão mudar e que eu sempre continuarei esse palhaço babaca que sonha em ser sempre um menino tolo que consegue confiar em todos sabendo que vão me chutar a canela e me chamar de bobo pelas costas. Na verdade eu ainda acredito, ou sonho, que me esbarro com alguém por aí que faça tudo valer a pena como foi com voce. Ou talvez eu me afunde mais enquanto vejo tudo se desmoronar e continuar vivendo em prol de bens materiais por estarem sendo as únicas coisas verdadeiras que tem durado durante todo esse tempo. "Quem sabe eu ainda sou um garotinho".

Jonas Ciron

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Orgulhoso demais pra ir atras dela.
E, mais ainda, pra me encorajar a jogar isso fora. 
Vou amar ela pra sempre.
E ela nem vai saber.

Jonas Ciron
 

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