quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O espelho... de novo

Em frente a um espelho ele lhe abriu um sorriso indiscreto
e o obteve como retorno seguido de palavras confusas
as quais nunca havia ouvido falar e sequer imaginava,
um dia, as pronunciar...
Confuso ele se olhava e o imaginava,
meio que consequentemente, em outro lugar,
coisas que pairavam sobre ele
e o alucinavam, sentia-se dislumbrado
ao poder indagar sobre mistérios e
coisas terrenas do cotidiano que o rodiava
e que muitos não percebiam.
Seguia e cumpria manias
que antes as considerava como loucuras,
até serem experimentadas,
e, agora, tratadas com carinho e dedicação.
O simples fato de se determinar como
o excluído, o não-participativo
e meio que desamparado o inflingiu
a alcançar pontos antes vistos como inimagináveis...
Sorria para si mesmo, para a vida,
conseguia entender a beleza de um simples
matar de bola na sinuca,
a alegria de uma cerveja a mais com um amigo desconhecido...
Tudo agora o alucina, o faz venerar,
se distingue entre os demais,
celebra e manifesta toda celebração,
se desenvolve, se ilimita,
alcança objetivos e luta contra todo diferencial...
E nem pisca diante de um espelho,
fica vidrado, paralisado,
sem reação...

Jonas Cironzinho

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