Eu sei como é olhar aqui por essa janela
e poder dizer que não enxergo nada...
Eu não vejo, por exemplo,
esse céu infinito que me rodeia
e que posso contemplar quando quero,
até em horas nada convencionais,
e que me inspira em minhas reflexões
sobre tantas coisas que me deixam assim,
completamente confuso e despercebido...
Eu não vejo nenhuma dessas estrelas
que insistem em irradiar o seu brilho próprio,
como se estivessem ali apenas para me mostrarem
que há algo de diferente e desconhecido,
e quem sabe especial, além de tudo que se pode alcançar...
Eu não sinto esse frio que me faz arrepiar,
eu não o sinto nem por instantes,
nem mesmo quando esse sentimento de solidão, angústia
e medo se acrescentam em meus pensamentos...
Eu não vejo, não sinto, não enxergo nada disso,
exatamente nada, coisa alguma eu posso vivenciar
assim como vivencio essa distância, esse espaço vago,
essa incógnita em função de algo indeterminado
e, quem sabe, impossível...
Jonas Cironzinho
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário