Aqui sozinho, esse silêncio se torna suficiente
para escutar as batidas do meu coração...
Eaqui olhando esse céu nublado, procurando alguma estrela,
dá para sentir o seu coração batendo,
dá para imaginá-lo ao lado do meu
batendo em um só compasso, em um só acorde,
em um só ritmo, e que não desafina, não se distorce,
apenas se acompanham, apenas se abraçam, se unem,
se unificam e se interam tornando-se apenas um,
apenas um e mais forte do que nunca
conseguindo sobreviver a qualquer desafio.
Aquela estrela que olhamos juntos,
aquele pedido que fizemos, aquele sonho que sonhamos,
a sua boca que eu não esqueci,...
E que hoje eu pudesse lembrar
como uma história que não teve fim,
como um rio que não secou,
como uma estrela que não deixou de brilhar...
E como se fosse uma folha seca de uma árvore
e que ainda não caiu,
uma folha que resiste até a próxima
estação chegar...
Como a última palavra de um poema
e que o poeta ainda não a encontrou,
continua submersa em meio a tantos pensamentos,
Como você que insiste em se ausentar,
em não ter coragem...
Por você eu sangraria,
sangraria até morrer...
Estou aprendendo com meus erros...
e ninguém, realmente, nunca me disse que seria fácil...
Jonas Cironzinho
domingo, 21 de junho de 2009
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