Eu poderia sair para conhecer outros lugares,
sentir outros cheiros, apreciar novas paisagens,
me desfrutar de outros amores...
Eu poderia sair para viajar,
me entregar para o mar,
fazer amizade com um golfinho
e pedir para ele me carregar até alto-mar.
Eu poderia desistir de tudo,
esquecer até as coisas mais normais,
editar cada situação já acontecida que me ocorrera,
excluir momentos de confusão, as coisas que eu disse não.
Eu poderia conhecer tantos outros lugares,
me redefinir e me reconhecer, ou conhecer, realmente.
Eu conseguiria me esmirilhar, me emoldurar.
Eu poderia mudar,
largar tantas coisas que me prendem,
parar de pensar somente nesse futuro distante e incerto...
E, bem capaz, que seria tudo tão mais empolgante,
benevolente, envolvente e tranquilizante.
Para tudo bastaria um primeiro passo,
seja com algo simples e fora do normal,
mas bastaria apenas isso, um passo,
um recomeço, uma nova ideia,
uma transfusão de pensamentos de mim
para mim mesmo em forma de motivação
e despertar de alegrias que me ocorresse
o dom da percepção inalcançável por tantos...
Mas isso me falta,
não me ocorre, a não ser assim,
por instantes, e então passa,
e nem sei quando pode voltar...
Jonas Cironzinho
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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