Saudade,
palavra exprimida, desolada,
impune e, ao mesmo tempo, castigada sobre si mesma,
desistida sobre toda sua infame e fictícia
impugnação irreprimível e irresoluta
arte de imigrar irrevogávelmente
para dentro de um ser portador de insuficiência,
irreversível, de se manter irreverente
e irretorquível diante de toda incapacidade insatisfatória
de poder se manifestar auspiciosamente,
mesmo com todo contragosto obtido diante de tais malefícios,
sendo imprescindível e surreal
fazendo se passar como lisonjeado e persuasivo
com toda pandemia de sentimentos vagos e irrespondíveis...
Jonas Cironzinho
terça-feira, 11 de agosto de 2009
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