sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Eu senti o vento soprar
e ao abrir os braços e me entregar
eu vi os pensamentos saindo a te procurar...
Eu senti o frio e a pressão de não poder ter quem se quer do lado...
Eu senti o medo e o calafrio do desespero assustador que transforma...
Eu olhei para o infinito e tentei imaginar o que estaria do infinito a me olhar...
Arranquei cortinas, abri janelas, deixei o frio entrar,
passei horas reparando estrelas, brilhos no céu que eu nunca vou saber o que é,...
Essas paredes e janelas, o barulho do vento, o silêncio e a solidão...
O meu esconderijo sem perigo, meu casulo sem proteção, meu refúgio sem fuga,...
O meu desespero só, os gritos que não sei gritar, as frases que não sei dizer,
a dor que eu sei sentir, o pavor que sabe me infringir, o medo que eu não sei resistir...
A vontade que eu insisto em persistir...

Jonas Cironzinho

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