terça-feira, 7 de julho de 2009

Coisas ruins e que talvez eu goste...

Tanto tempo que se passa,
tanto tempo que se passou...


Poxa, será que se torna tão complicado assim?
Como deixar de ver algo que está tão na cara,
como uma pelota de barro na rosto,
como olhar no espelho e não ver que você foi marcada?
Como não reparar que eu te acertei?
Que eu quiz, que eu mirei em você,
que eu não observei mais nada,...
Que eu só pensei em você...
Como consegue disfarçar tanto assim...

Como consegue olhar nos meu olhos,
negar esse medo que você guarda,
não sentir esse peso de um olhar ofuscado
que eu carrego,...
O reflexo de um coração ressecado,
que a cada batida mais estraçalhado se forma...

Como consegue...

Coisas ruins e que talvez eu goste...
E que talvez você saiba,...
com certeza você sabe...
Não faria tanto se não soubesse...

Como esse cobertor que quando me sinto sozinho
eu o abraço para tentar me acalmar,
para tentar me reanimar,
para eu me sentir, novamente, confiante
para poder continuar nessa busca esgotável
de algo que muitos nem acreditam que possa existir.

Algo que alguém jamais tenha provado sequer
demonstrações de sua existência,
que quando se tenta demonstrar
sempre se é confundido com loucura,
perigo e perda de noção,...

Coisas tão ruins e que talvez eu goste...

Jonas Cironzinho

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